Dólar abre em queda com mercado à espera de dados de inflação dos Estados Unidos

O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (11), com investidores à espera de dados de inflação dos Estados Unidos para calibrar expectativas sobre a taxa de juros norte-americana.

Às 9h04, a moeda caía 0,21%, a R$ 5,643 na venda, com o mercado também de olho nas repercussões do debate presidencial entre Kamala Harris e Donald Trump. Na terça-feira, fechou em forte alta de 1,32%, aos R$ 5,653, e a Bolsa recuou 0,30%, aos 134.319 pontos.

A manhã reserva a divulgação dos números do PCE (índice de preços de consumo pessoal, na sigla em inglês), um dos indicadores de inflação mais monitorados pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) para balizar as decisões de política monetária.

A expectativa do mercado é grande. O dado, além de fornecer pistas sobre o estado da maior economia do mundo, poderá direcionar apostas sobre o tamanho do corte nos juros dos EUA, previsto para a reunião do Fed na semana que vem, entre os dias 17 e 18 de setembro.

A taxa está na faixa de 5,25% e 5,50% desde junho do ano passado —o patamar mais restritivo em duas décadas.

O Fed trabalha com um mandato duplo, isto é, observa de perto os dados de inflação e emprego para decidir sobre os juros. O objetivo é atingir o chamado “pouso suave”, quando índices inflacionários convergem para a meta sem maiores danos ao mercado de trabalho do país.

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O relatório de emprego “payroll” (folha de pagamento, em inglês), divulgado na sexta, mostrou uma desaceleração ordenada e sem grandes deteriorações nas taxas de ocupação, mas não afastou por completo temores de recessão. Com o PCE em mãos, a previsão é de um consenso no tamanho da redução.

A aposta majoritária é de que será gradual: a probabilidade de que o comitê irá cortar os juros em 0,25 ponto percentual chegou a 67% na ferramenta FedWatch, enquanto a redução de maior magnitude, de 0,50 ponto, reúne 33%.

O dólar costuma se depreciar à medida que os juros dos EUA caem, já que a queda nos rendimentos da renda fixa americana estimula a busca por ativos de maior risco. Para o real, há ainda outro fator de relevância: a discussão em torno da taxa básica de juros do país, a Selic, atualmente em 10,50% ao ano.

Desde a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em julho, dirigentes do BC (Banco Central) têm reiterado que um novo ciclo de aperto está à mesa para levar a inflação de volta ao centro da meta, caso os dados macroeconômicos indiquem necessidade.

Folha Mercado

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Uma bateria de indicadores na semana passada reforçou a hipótese de que a Selic poderá subir no próximo encontro do Copom, também marcado para os dias 17 e 18 de setembro. As projeções chegaram até ao Boletim Focus: economistas consultados pelo BC passaram a prever uma taxa de juros maior pela primeira vez desde que as discussões de uma nova alta começaram, em junho.

O comitê trabalha com a meta de inflação em 3%, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional, órgão ligado ao Ministério da Fazenda) e com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a alta de preços.

Na terça-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial do país, teve queda de 0,02% em agosto.

Foi a primeira deflação desde junho de 2023, quando a baixa havia sido de 0,08%. O mercado projetava leve variação positiva de 0,01%, de acordo com a agência Bloomberg.

Com os dados de agosto, o IPCA passou a registrar uma inflação menor, de 4,24%, no acumulado de 12 meses. É uma desaceleração ante a taxa de 4,5% até julho, quando estava no teto da meta trabalhada pelo BC.

A deflação, apesar de positiva, não foi o suficiente para reverter as projeções de alta na Selic até o final do ano.

“Apesar de acreditarmos que não faz sentido subir juros nesse contexto [de deflação], a desancoragem das expectativas inflacionárias nos últimos meses terá maior peso sobre o processo decisório do Copom”, diz André Valério, economista-sênior do Inter.

É a mesma visão de Bruna Sene, analista da Rico Investimentos. Para ela, o IPCA pode não ser o suficiente para “mudar o racional de alta de 0,25 ponto da Selic, apenas enfraquece a possibilidade de 0,50 ponto” de aperto.

Quanto maiores os juros no Brasil e menores nos Estados Unidos, melhor para o real, que se torna mais atraente para investimentos de “carry trade” —isto é, quando investidores tomam empréstimos a taxas baixas e aplicam recursos em moedas de países de taxas altas, para rentabilizar sobre o diferencial de juros.

No entanto, as dúvidas sobre a postura do Copom após os dados indicarem deflação ajudou o dólar a se valorizar na terça-feira. “O mercado estava colocando no preço que o diferencial de juros entre Brasil e EUA iria aumentar mais, com as apostas de aperto de 0,50 ponto sendo desmontadas agora”, explica Andre Fernandes, chefe de renda variável e sócio da A7 Capital.

O dólar ainda se valorizou globalmente na terça diante de dados econômicos fracos vindos da China, além de uma maior cautela antes da divulgação do PCE amanhã.

As importações chinesas desaceleraram na base mensal em agosto, a 0,5%, ante avanço de 7,2% em julho. O resultado afetou os preços de commodities relevantes para a cena brasileira, como o petróleo e o minério de ferro, que voltaram a recuar diante de temores de redução na demanda da China, o maior importador de matérias-primas do mundo.

Com Reuters

Como o samba foi para a avenida e entrou na sala de aula no Japão

Uma escola privada de ensino médio do Japão resolveu incluir o samba em sua grade escolar. E o que era para ser uma aula sobre música transformou-se em uma exibição de bateria e dança.

Há 24 anos, cerca de 150 alunos e os graduados do professor Yoshihiro Shigeyama têm se reunido durante as férias escolares de agosto para intensos ensaios e confecção de fantasias que são apresentadas no desfile de Carnaval de Asakusa, em Tóquio, para um público estimado de meio milhão de pessoas.

O samba é ensinado desde 1998 como matéria optativa no colégio Jiyuu no Mori (Bosque da Liberdade), localizado na cidade de Hanno (Província de Saitama), a cerca de uma hora da capital Tóquio.

A escola é a única do Japão a incluir essa disciplina na grade escolar, com aula semanal e avaliação.

Porém, o curso está com os dias contados. O professor Shigeyama completou 60 anos de idade e deverá se aposentar em breve. “Sem um sucessor, não tem como continuar com o curso”, lamenta.

Na época em que foi contratado para lecionar no Jiyuu no Mori, o colégio estava ampliando a lista de matérias optativas, e o samba foi apresentado como muito atraente para os jovens.

Esse gênero musical chegou no Japão muitos anos antes até mesmo do que a bossa nova, que se popularizou na década de 1960 quando Astrud Gilberto e Sergio Mendes foram para o Japão, e ainda hoje é muito tocada como música ambiente em restaurantes e cafeterias.

“Bossa Nova ouço no fone de ouvido enquanto leio em um café, é muito introspectiva. Já o samba é uma música alegre que você quer ouvir e tocar enquanto bebe cerveja”, diz o japonês Willie Whopper, autor de seis livros sobre música brasileira e dono do barzinho chamado Aparecida, em Tóquio.

O samba fez parte de um pacote de novidades estrangeiras que invadiram o Japão durante o período de crescimento econômico no pós-guerra.

O jazz americano, a música havaiana, o folclore sul-americano, o yodeling escandinavo e até as canções folclóricas russas eram populares na época.

“Muitos conheceram o samba através do filme Você já foi à Bahia? (Three Caballeros, 1945), da Disney, e dos discos de Carmen Miranda”, diz Willie.

Cantores japoneses também produziram suas versões de samba. O Matsuken Samba, interpretado pelo ator de dramas Ken Matsudaira, é um dos mais populares atualmente, embora não seja estritamente um samba.

“É um estilo exclusivamente japonês, que também mistura música latina, como o mambo cubano e ritmos caribenhos.”

O que o professor Shigeyama tenta ensinar aos adolescentes é o gênero musical samba.

“Uma série de coincidências me levou a conhecer dois pandeiristas e um cavaquinista, todos japoneses envolvidos com ritmos brasileiros. Nas primeiras aulas eu falava sobre os instrumentos, mas depois que resolvi me aprofundar, o samba ganhou ritmo e som. Só não ensino a dançar, isso os alunos aprendem por conta própria”, diz.

A participação da escola no Carnaval de Asakusa como GRES Bosque da Liberdade é resultado da empolgação do professor e dos estudantes.

“A primeira vez fomos para aprender”. Mas desde a estreia no Grupo 3, em 2000, eles não perderam nenhum desfile.

E em 2019 acabaram subindo para a liga principal, onde há concurso e uma série de exigências, como número de integrantes (de 150 a 300), samba-enredo original e presença obrigatória da comissão de frente, casal de mestre-sala e porta-bandeira, além da ala das baianas.

As escolas de samba no Japão muitas vezes chegam a importar as fantasias do Brasil para participar da competição

O julgamento é semelhante ao do Carnaval do Rio de Janeiro, e os quesitos avaliados são enredo, evolução, fantasias/adereços, samba-enredo/bateria, dança e conjunto.

“Somos uma escola, e temos muitas limitações. Apesar das dificuldades financeiras, temos conseguido nos manter entre as oito equipes da liga principal”, diz Shigeyama.

Segundo o músico paulista Claudio Ishikawa, de 65 anos, os japoneses são muito competitivos, e quando participam de um concurso como é o Carnaval, eles se dedicam muito a ganhar.

O prêmio em dinheiro concedido ao vencedor cobre apenas uma parte dos gastos que a escola de samba tem, produzindo alegorias e às vezes importando fantasias do Brasil.

“Mas isso parece não ter tanta importância para as grandes agremiações, desde que se consiga o reconhecimento dos jurados e do público.”

Em 2001, Claudio criou o Bloco Arrastão, cujas características são a irreverência e as cores preto e branco — em homenagem ao Corinthians, seu time do coração.

Ele é adepto de fantasias mais simples e sambas-enredos com um pouco de sarcasmo e humor.

“Os japoneses estranham, mas entendem. Digo que o samba não é Carnaval, e precisa de intuição e flexibilidade.”

No Japão, o primeiro contato das crianças com o samba muitas vezes ocorre nas aulas que discutem diversidade e multiculturalismo, quando geralmente as escolas de nível fundamental 1 convidam estrangeiros para apresentarem curiosidades acerca de seus países. No caso do Brasil, o menu acaba sendo o estereótipo samba-futebol.

Outras portas de entrada para o samba no Japão são as escolinhas de música e dança, e os clubes universitários.

A União dos Amadores é um exemplo. Criada em 1981, ela é formada por estudantes de diversas universidades japonesas da região de Kanto (que engloba Tóquio), onde há grupos que tocam, cantam e dançam música brasileira.

Embora haja concentração na capital, o samba é replicado em vários pontos do Japão.

No extremo norte, em Hokkaido, surgiu a escola de samba Urso da Floresta (criada em 2001), que anima festivais locais; e na ponta meridional do Japão é realizado o Carnaval Internacional de Okinawa.

Aprendendo in loco

As relações comerciais bilaterais indiretamente também contribuíram para propagar o samba e muitos outros aspectos da cultura brasileira no Japão.

A partir da década de 1960, diversas empresas japonesas se instalaram no Brasil, levando também a mão de obra especializada.

A família do administrador de empresas Tatsuya Itoh, de 61 anos, fez sua mudança para o Brasil nesse período.

Ele tinha um ano quando chegou no Rio de Janeiro, em 1964, e exceto um período de cinco anos, morou lá até 1982.

“Considero esta época como auge da MPB e do samba de raiz, e aprendi a cantar vários sambas ouvindo rádios e discos”, diz.

Quando retornou ao Japão com 18 anos, ingressou na Universidade Cristã Internacional e lá fundou o clube universitário ICU Lambs (Latin American Music and Batucada Society).

Tatsuya aprendeu percussão em uma escola de samba de músicos brasileiros, em Tóquio, e depois resolveu levar alguns instrumentos para ensinar dentro da ICU.

Com exceção dele, ninguém conhecia nem o samba nem o Brasil. “O que tínhamos em comum era a curiosidade pela cultura. Já vivíamos num ambiente de diversidade e inclusão, e talvez os valores da ICU tenham ajudado a aceitarmos coisas novas.”

O mestre-sala Fight Seki e a segunda porta-bandeira Shino Yamashita querem aprimorar suas habilidades no Brasil

Atualmente, a ICU é o único clube universitário a desfilar em Asakusa. Mas esse não era o principal objetivo do grupo.

“A intenção sempre foi o enriquecimento pessoal através do aprendizado pelo contato com a cultura brasileira, e o Carnaval sempre foi apenas uma das opções”, afirma Tatsuya.

Os membros do clube fazem a votação para determinar o calendário do ano, e o Carnaval sempre foi incluído como uma das atividades anuais desde 2004, quando estrearam na avenida para comemorar o 20º aniversário da ICU Lambs.

Para turista ver

Entre julho e agosto, no Japão é comum presenciar pequenos desfiles de samba em bairros comerciais ou em festivais de verão. Porém, o evento no distrito de Asakusa tem outra dimensão.

O samba desembarcou lá em 1981, quando o carnaval foi incorporado aos festivais tradicionais, a fim de criar uma nova imagem para o bairro que vinha se deteriorando desde o pós-guerra.

Segundo o presidente do comitê executivo do Carnaval de Asakusa, Kazuyasu Inaba, este evento tornou-se parte do coração e da alma do distrito. A festa ganhou proporções e seu formato virou concurso, com duas ligas, 15 equipes participantes e quase 4 mil integrantes no total.

Desde 1981, o evento tem sido realizado todos os anos, exceto em 2011 – quando foi cancelado devido ao impacto do grande terremoto de Tohoku. E em 2022 e 2023, ocorreu sem os desfiles competitivos em decorrência da pandemia de covid-19.

No próximo dia 15 de setembro, o Carnaval promete ser como sempre foi, um espetáculo para meio milhão de pessoas assistir de graça, aglomeradas ao longo de duas avenidas, e um grande concentração em frente ao Kaminarimon (o portão do templo Sensoji).

O professor Yoshihiro Shigeyama durante um ensaio: em breve ele se aposentará e as aulas chegarão ao fim

De certa forma, os desfiles de rua acabam servindo de vitrine para atrair também mais japoneses para o samba. De tanto ouvir esse ritmo musical em casa e após participar de um desfile quando criança, o estudante Naoya Inoue, de 17 anos, acabou se apaixonando pelo ritmo.

Ele toca chocalho, é o atual diretor de bateria do GRES Bosque da Liberdade onde sua irmã Maho, que estudou com o professor Shigeyama, é a rainha de bateria.

“O samba mexe com o nosso corpo e a nossa alma. Quando tocamos, precisamos nos concentrar no ritmo, e ele vai nos envolvendo e tirando qualquer tensão”, diz Naoya.

Seu colega Sotaro Konsho, 17, aprendeu tambor japonês (taiko) na infância, e na escola Jiyuu no Mori ele toca surdo. Apesar de se dedicar muito à percussão, diz que em breve se afastará dos instrumentos e da música, para se concentrar nos estudos. “O vestibular está aí. Quero entrar em uma faculdade de renome”, diz ele, que ainda não definiu o curso.

Embora saiba que também precisará estudar muito para as provas no ano que vem, a porta-bandeira Shino Yamashita, 16, diz que vai priorizar o samba. “É o que me traz felicidade!”

Como a maioria, ela foi estudar samba no colégio sem conhecimento prévio. “No início achava que era só rodopiar com a bandeira, mas com o tempo fui aprendendo que tinha uma grande responsabilidade.”

Carnaval de Asakusa: espetáculo para 500 mil pessoas

Fight Seki, 25 anos, nunca se distanciou do samba. Começou dançando sozinho, fazendo o papel de malandro, e logo se firmou como mestre-sala. Mesmo passados 6 anos da formatura, ele continua a desfilar pela GRES Bosque da Liberdade.

Foi ao Brasil três vezes, e em uma ocasião formou par com a porta-bandeira japonesa Sara Yokoyama, para desfilar pela Águia de Ouro no ano em que a escola conquistou o inédito título do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, em 2020.

Lamenta que seu trabalho como passador em uma churrascaria em Tóquio não o permita ficar metade do ano no Brasil como fazem alguns passistas e músicos japoneses que vão lapidar suas habilidades, mas está feliz por ter conseguido realizar o sonho de ver ao vivo o Carnaval do Rio.

Samba japonês

Segundo o músico Claudio Ishikawa, muitos japoneses tentam imitar ao máximo o Carnaval do Rio e de São Paulo, mas mesmo que façam tudo com capricho, isso nem sempre é possível.

Os carnavalescos japoneses se dividem entre cantar em português e em japonês. A escolha do idioma é crucial, pois ele é o elemento que pode tornar o samba-enredo mais, ou então menos japonês. No fim, muitos acabam misturando os idiomas.A escolha dos temas também varia muito.

“Muitas escolas de samba querem copiar o Brasil e exaltar a cultura brasileira ou cantar a África, coisas que nem a maioria dos integrantes nem o público conhece. Eu tento ao máximo falar algo que é do entendimento japonês”, diz Cláudio.

Como exemplo, o Bloco Arrastão já cantou sobre sushi (Sambazushi), falou sobre o trajeto para o trabalho (tsukin samba) e o úmido e escaldante verão japonês. No primeiro Carnaval da ICU Lambs, o diretor de bateria, que era um músico experiente, resolveu compor em português.

“E como o idioma ajuda a trazer o ritmo mais próximo ao samba, conseguimos fazer um samba-enredo mais ou menos”, lembra Tatsuya Itoh.

Atualmente ele atua como observador no clube universitário, e deixa tudo a critério dos estudantes.

“Mas penso que a mensagem do enredo deve ser algo que o japonês entende, utilizando histórias fáceis de compreender, como contos conhecidos, mesmo sendo de origem estrangeira”, diz. A ICU Lambs, por exemplo, já foi campeã com enredo de sorvete.

No GRES Bosque da Liberdade, muitos sambas-enredos foram escritos pelos alunos, e falavam das coisas sob o ponto de vista dos jovens. Este ano, o tema será uma quase despedida.

A escola decidiu relembrar os 24 anos de participação no Carnaval, o período em que o professor Shigeyama esteve à frente do grupo ensinando o beabá do samba, os desafios e as conquistas, para terminar com o refrão “Bosque da Liberdade, a minha escola de samba. Meu coração é verde e laranja”, cantado em português. O restante é todo em japonês.

Essa é a mistura típica e como os japoneses declaram sua paixão pela cultura brasileira.

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Boletim Focus: mercado prevê alta de juros ainda este ano

Economistas do mercado financeiro elevaram as projeções para a taxa básica de juros (Selic). Segundo os dados do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9/9) pelo Banco Central (BC), o indicador deve subir dos atuais 10,50% para 10,75% em 2024.

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima semana para tomar uma decisão sobre os juros. A estimativa também subiu para 2025, passando de 10,0% para 10,25%, enquanto a projeção para 2026 ficou nos mesmos 9,50% da semana anterior. A taxa esperada para 2027 ficou em 9,0%.

A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, também aumentou, passando de 4,26% para 4,30% em 2024. A previsão para 2025, por sua vez, permaneceu em 3,92%. A projeção para 2026 foi mantida em 3,60%, assim como para 2027, em 3,50%.

A meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, em 2024 e em 2025. A margem de tolerância para que ela seja considerada cumprida é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima.

A mediana das projeções para o produto interno bruto (PIB) em 2024 também registrou alta, subindo de 2,46% para 2,68%. Já a previsão para 2025 passou de 1,85% para 1,90%. A estimativa para 2026 continua nos mesmos 2,0%. A projeção também está em 2,0% para 2027.

Em relação ao câmbio, a projeção para o dólar em 2024 subiu de R$ 5,33 para R$ 5,35. Para 2025, a estimativa permaneceu em R$ 5,30, assim como para 2026 e 2027, cuja projeção é de R$ 5,25.

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Selena Gomez se torna bilionária após sucesso com linha de maquiagem

Com uma fortuna de US$ 1,3 bilhão, a artista entra para o time dos bilionários mais jovens dos Estados Unidos. A fortuna vem, principalmente, da marca Rare Beauty.

A cantora Selena Gomez entrou para o ranking de bilionários da Bloomberg, empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro. Selena, aos 32 anos, acumula um patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão — cerca de R$ 7,3 bilhões.

Com a fortuna, Selena tornou-se uma das bilionárias mais jovens dos Estados Unidos com dinheiro procedente do próprio trabalho. O termo usado nos Estados Unidos é “self-made billionaire” — “bilionário que se faz sozinho”, em tradução livre.

A fortuna da cantora vem de diversas fontes de renda, como propriedades, publicidades no Instagram e trabalhos como cantora e atriz Porém, a maior parte da renda vem da marca de cosméticos. A Rare Beauty, lançada em 2020, tornou-se um sucesso nos Estados Unidos e em outros países. 81,4% do dinheiro da cantora vem da empresa.

Fontes próximas de Selena disseram à Bloomberg que em março deste ano, para avaliar ofertas de investimentos e até de aquisição da Rare Beauty, a atriz contratou assessores financeiros.

A empresa tem um valor de mercado estimado em US$ 2 bilhões. A participação de Selena é de US$ 1,1 bilhão.

Vídeos no TikTok contribuíram para o sucesso da marca. A aproximação com o público jovem foi essencial para os produtos viralizarem cada vez mais.

Junto da mãe, Mandy Teefey, e a empresária Daniella Pierso, Selena cofundou a startup Wondermind, com foco em saúde mental. Em 2022, a empresa foi avaliada em US$ 100 milhões.

Ainda na adolescência, Selena se tornou mundialmente conhecida por protagonizar o seriado “Os Feiticeiros de Waverly Place”, da Disney Channel. Após isso, ela iniciou uma carreira musical e lançou dezenas de hits, como Lose You To Love Me e Calm Down.

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Correio debate potencial do setor de mineração no Brasil; acompanhe

Considerada essencial para o crescimento econômico sustentável, a mineração é um dos pilares da economia brasileira: no primeiro semestre de 2024, por exemplo, teve um faturamento de R$ 129,5 bilhões, o que representa 41% do saldo da balança comercial do Brasil.

No entanto, o setor enfrenta desafios, assim como potenciais para maior crescimento do futuro. Por isso, o Correio promove, nesta quinta-feira (5/9), o CB Debate Segurança Jurídica e a competitividade da mineração brasileira. Nele, representantes do setor, empresários e políticos debaterão os desafios e discutirão o futuro do segmento no Brasil.

Com mediação do editor de Política, Economia e Brasil, Carlos Alexandre de Souza, e a colunista de política do Correio, Denise Rothenburg, o evento conta com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Abertura

Keynote Speakers

Painel Único

Tema: Desafios tributários e regulatórios que ameaçam a competitividade da mineração brasileira

Encerramento

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Arte faz bem

Arte faz bem (Obra “Multifacetada” – José Carlos Oliveira (Foto: Ubiraney Silva))

Remexendo minhas gavetas virtuais, encontrei um alento para me sentir melhor. Muitas vezes me pego vasculhando meus próprios arquivos no computador e sempre encontro conteúdos que nem me lembrava mais.

Recentemente achei um texto que falava sobre a relação das empresas com as artes ou com a produção artística em geral e em uma reflexão bem clara, um empresário forte em Minas Gerais, às vésperas de inaugurar uma galeria, escrevia e recomendava a seus pares, os empresários, que acreditassem na força que a presença das manifestações artísticas no ambiente corporativo, exercia sobre o local, colorindo, trazendo energia positiva e beleza naturalmente.

Ele dizia que nunca acreditou que a arte e as empresas fossem temas afastados e para reforçar sua crença nesta questão.

Aquele empresário enfatizava que para entender o valor das artes para as empresas, era mais que necessário compreender que, mais que de máquinas, móveis modernos, veículos e aparatos tecnológicos, as empresas possuem um bem maior que são as pessoas.

Aquele mecenas deixava clara a sua crença, que a grande motivação para uma empresa vencedora, era a qualidade e o entusiasmo de seus colaboradores, de sua gente, dos seus recursos humanos!

Sem pensar muito, concordei plenamente com aquela reflexão, afinal vi ali uma linha lógica. E de fato, a grande propulsão de qualquer corporação está nas pessoas que militam por ali no dia a dia.

E se as pessoas são, o mais importante para o sucesso de uma organização, é natural entendermos, que os seres humanos aspiram beleza.

O belo

Quem não se encanta com o belo? E é essa sensação que sentimos diante deste encantamento, é a emoção que nos faz diferentes, nos faz sentirmos bem e melhores. A lógica a seguir é exatamente essa, se nos sentimos melhor, convivemos melhor, atuamos melhor e produzimos melhor.

“Inspiração do Interior” – Obra de Francisco Carlos Ferreira da Silva (Foto: Ubiraney Silva)

Esse empresário dizia que, “A arte, como expressão da beleza tem esse condão. Seja na pintura, no teatro, na dança, na música ou em qualquer outra forma de expressão artística, o ser humano revela a realidade e se revela.”

E claro, com uma visão empresarial ele também reforçava que “a arte tem que ter qualidade estética!” Segundo aquele empresário, fosse pelo produto ou pelos processos, arte sem qualidade não faria bem a ninguém!

E com esse pensamento ele deixava o seu recado aos seus pares, que acreditassem nesta força e que os empresários investissem o seu tempo refletindo sobre como eles também poderiam levar para dentro de suas organizações, manifestações artísticas de toda natureza e principalmente de qualidade.

A arte no ambiente corporativo

O desafio seria descobrir como as empresas poderiam disponibilizar arte e qualidade de vida por meio das manifestações artísticas aos seus colaboradores, às comunidades onde as empresas estão inseridas, oferecendo tudo aquilo que pudesse elevar o espírito e aumentar a sensibilidade das pessoas.

“Estudo” – Obra de Marcelo Birni (Foto: Ubiraney Silva)

Particularmente, achei, além de sensível, fantástico um empresário, com certa força e bem posicionado no mercado, compreender com tanta clareza, que o investimento em arte no ambiente corporativo pudesse contribuir com a qualidade dos produtos e serviços gerados ali e principalmente por acreditar, que os relacionamentos internos e setoriais, ficariam mais prósperos, uma vez que “com a presença das artes, as pessoas se sentem melhores, mais elevadas, mais sensíveis e humanas”!

Incontestavelmente, um empresário que tem esta linha de pensamento pode ser compreendido como um investidor potencial no mercado cultural e certamente identifica, reconhece e utiliza os benefícios das leis e programas de isenção fiscal, que são proporcionados em todas as instâncias governamentais.

A Arte faz bem e deve fazer parte da vida

Como fomentador cultural, me fez tão bem reencontrar este texto e me lembrar, que ainda existem pessoas especiais e que estas se esforçam para contagiar os demais com sua sensibilidade e sua visão de vida com qualidade para todos, independente da classe social.

“Casa de Ferramentas” – Obra de Mestre Palito (Foto: Ubiraney Silva)

Este texto que li me lembrava que “arte é detalhe, é trabalho, é dedicação, é ensaio, esforço e, principalmente, beleza.”

Por isso meus caros leitores, hoje nem preciso me alongar muito com meu conteúdo. Mesmo que você não seja um empresário já inserido e bem posicionado no mercado financeiro, faça a sua parte e experimente disponibilizar arte de qualidade para sua vida, para sua família, para seus amigos e para todos que você consegue atingir de alguma forma.

Certamente, você se tornará mais sensível, mais feliz, mais culto e mais engajado como defensor de um futuro mais limpo, mais sustentável.

E não se esqueça, sua casa também deve ser um ambiente agradável, bonito, limpo, em que o ser humano se sinta a cada dia mais humano e melhor.

Acredite nisso e tenha uma vida longa e próspera.

Até a próxima!

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Desenvolvimento de territórios: nomenclatura da moda ou resultado eficiente?

Desenvolvimento de territórios: nomenclatura da moda ou resultado eficiente? (Reunião social Itabirito/ MG (Foto: Ubiraney Silva))

A responsabilidade social das grandes empresas e da iniciativa privada em geral, vem sendo praticada de várias formas e, tradicionais ou inovadoras, partem sempre do princípio de acolher especialmente as comunidades mais carentes e que se localizam nas chamadas áreas de influência direta, nas regiões onde a atividade empresarial gera impactos de alguma forma ou com certa intensidade.

Como resposta em reconhecimento à necessidade de contribuírem com o crescimento social das regiões impactadas, as empresas utilizam ações e programas, que buscam o diálogo permanente e com esta aproximação, entender e buscar soluções para as principais dificuldades apontadas nos diagnósticos sociais, que normalmente são aplicados por ali.

De uns tempos para cá e com uma tendência à modernização das nomenclaturas, em tempos de ESG, onde a transparência vira uma necessidade em todos os processos, a terminologia mais utilizada na atualidade para batizar ações sociais em comunidades carentes ou não, passa a ser “Desenvolvimento de Territórios”.

O que é “território”?

Território, para os estudos da geografia, é um conceito a ser pensado e que possui algumas abordagens bastante interessantes. Comumente o termo território é definido como um espaço delimitado, com fronteiras definidas e que exista alguma relação de pertencimento, propriedade, que pode ser defendido como posse!

De fato e de maneira muito simples, o território, é o espaço de vida dos humanos e como nem todos os humanos têm a habilidade de tornarem os seus espaços de vida produtivos e rentáveis, muitas vezes, a resposta social vem por parte das empresas, que investem em ações diversas, que promovem o chamado desenvolvimento territorial, abrangendo boa parte das vezes, todas as faixas etárias ali percebidas.

Desenvolvimento de territórios

O desenvolvimento territorial já vem como uma estratégia de melhoria de vida para aqueles locais e com propostas eficientes para a solução dos seus problemas.

Capacitação coletivo de mulheres PA Dina Teixeira (Foto: Ubiraney Silva)

As chamadas regiões de vulnerabilidade social, são as mais privilegiadas nestes casos e naturalmente que o enfrentamento dos problemas apontados, carecem de estratégias especiais e o mais prático é fazer com que as próprias comunidades se tornem aptas e adquiram o potencial de solução de suas aflições.

Como disse, estamos na era ESG (e já falamos sobre o que significa esta sigla em outras postagens), e neste contexto, as propostas de desenvolvimento de territórios chegam com ações e propostas sustentáveis, estimulando as práticas de desenvolvimento, lançando mão do capital social e humano existente nos respectivos territórios.

A grande transformação acontece, quando a comunidade entende o seu papel, reconhece suas habilidades, identificam localmente parceiros, forças e ativos que juntos, promoverão efetivamente as melhorias da qualidade de vida nestes territórios.

Aí sim, o desenvolvimento territorial sustentável pode ser entendido, praticado e quiçá, perene.

Se pensarmos que o território é a base da existência humana, como sugeri acima, a sua organização espacial é também uma ação estratégica e potencializadora para o alcance de bons resultados, afinal os territórios uma vez identificados, precisam ter suas funções bem definidas por meio da apropriação e definição das diversas formas de uso que possam ser trabalhados por lá.

Resultados gerados à partir do desenvolvimento de territórios de maneira sustentável

As comunidades organizadas e com seus ativos fortalecidos, podem definir frentes poderosas de atuação, no contexto sustentável, passando pela erradicação da pobreza, buscando uma educação de qualidade, investindo em técnicas e práticas da agricultura sustentável, respeitando os princípios da diversidade presente em todos os meios sociais na atualidade, garantindo o acesso à bens como a água e o saneamento básico e assim, promovendo e garantindo o trabalho e consequentemente o crescimento econômico local.

Capacitação de comunidades: Oficina de papel marchê – Vila Canadá/ PA Foto: Ubiraney Silva)

Em muitos lugares e diante de realidades diversas, a sociedade se organiza também, visando o bem-estar e a qualidade de vida, mas pelo viés das ações e dos ativos da criatividade como principal motivador do desenvolvimento local.

Nestes casos, é comum percebermos um dinamismo nas lideranças locais, a coragem para o trato e uso da inovação, da ousadia tecnológica, das ações culturais, dos coletivos, das artes, enfim, criatividade para o fomento e geração de valor econômico e social.

Para tecer estes comentários sobre este tema, naturalmente que li bastante os inúmeros materiais didáticos, que guardo em minhas estantes e em minhas vivências com as experiências artísticas e profissionais, que já tive oportunidade de experimentar exatamente neste contexto do exercício de busca do desenvolvimento econômico, pelo viés do desenvolvimento territorial como um todo.

Qualquer um pode ser um agente transformador

O que fica é uma sensação de que o desenvolvimento territorial “é o resultado de uma ação coletiva intencional de caráter local, um modo de regulação territorial” e aí concluímos que tudo isso é uma ação associada a culturas, a planos e instituições locais, aos arranjos produtivos e às práticas sociais presentes.

O desenvolvimento territorial é também um processo progressivo de transformação e pode ser experimentado por qualquer um, até pelos que não fazem parte de nenhum programa social de empresa A ou B!

Marisqueiras em ação – Ilha de Deus, Recife/ PE (Foto: Ubiraney Silva)

Quer entender como contribuir com o desenvolvimento do território onde você está inserido?

Experimente manter hábitos comuns e bastante simples, como comprar e abastecer as suas necessidades básicas no comércio do seu bairro ou na sua cidade. Vai comemorar um aniversário ou qualquer outra motivação, contrate os serviços necessários perto de você, certamente encontrará fornecedores que garantirão qualidade e pontualidade.

Percebe como todos podemos contribuir? A grande sacada é focarmos na mobilização das comunidades. A transformação local só acontece pelas mãos das próprias comunidades, não tem erro.

São estas iniciativas, que quando vitoriosas geram visibilidade para comunidades mais inclusivas e exigentes para uma atuação mais eficiente, independente da situação social. Para pensarmos em sustentabilidade, temos que pensar em pontualidade, seriedade, eficiência, inclusão e principalmente o protagonismo do cidadão, é isso que promoverá a mudança para melhor nos territórios trabalhados.

E para não ficar fora do meu contexto habitual, posso tranquilamente afirmar, que as inúmeras ações culturais, o conhecimento prático dos mais singelos e a união das comunidades, promovem de fato resultados dos mais significativos.

Isso nos mostra que a promoção cultural permanece sendo um fator potencial para transformação social e econômica em várias frentes.

Sem contar, que a atividade turística só não tira proveito de toda esta movimentação, se não quiser, afinal, estamos falando da movimentação de uma enorme e variada rede de prestação de serviços, que contribuem sobremaneira para geração de valor agregado a personalidades, à localidades, à comunidades, que estão inseridos em um sem fim de territórios já desenvolvidos.

Animou a fazer a sua parte? Tomara que sim.

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Desenvolvimento de territórios: nomenclatura da moda ou resultado eficiente?

Desenvolvimento de territórios: nomenclatura da moda ou resultado eficiente? (Reunião social Itabirito/ MG (Foto: Ubiraney Silva))

A responsabilidade social das grandes empresas e da iniciativa privada em geral, vem sendo praticada de várias formas e, tradicionais ou inovadoras, partem sempre do princípio de acolher especialmente as comunidades mais carentes e que se localizam nas chamadas áreas de influência direta, nas regiões onde a atividade empresarial gera impactos de alguma forma ou com certa intensidade.

Como resposta em reconhecimento à necessidade de contribuírem com o crescimento social das regiões impactadas, as empresas utilizam ações e programas, que buscam o diálogo permanente e com esta aproximação, entender e buscar soluções para as principais dificuldades apontadas nos diagnósticos sociais, que normalmente são aplicados por ali.

De uns tempos para cá e com uma tendência à modernização das nomenclaturas, em tempos de ESG, onde a transparência vira uma necessidade em todos os processos, a terminologia mais utilizada na atualidade para batizar ações sociais em comunidades carentes ou não, passa a ser “Desenvolvimento de Territórios”.

O que é “território”?

Território, para os estudos da geografia, é um conceito a ser pensado e que possui algumas abordagens bastante interessantes. Comumente o termo território é definido como um espaço delimitado, com fronteiras definidas e que exista alguma relação de pertencimento, propriedade, que pode ser defendido como posse!

De fato e de maneira muito simples, o território, é o espaço de vida dos humanos e como nem todos os humanos têm a habilidade de tornarem os seus espaços de vida produtivos e rentáveis, muitas vezes, a resposta social vem por parte das empresas, que investem em ações diversas, que promovem o chamado desenvolvimento territorial, abrangendo boa parte das vezes, todas as faixas etárias ali percebidas.

Desenvolvimento de territórios

O desenvolvimento territorial já vem como uma estratégia de melhoria de vida para aqueles locais e com propostas eficientes para a solução dos seus problemas.

Capacitação coletivo de mulheres PA Dina Teixeira (Foto: Ubiraney Silva)

As chamadas regiões de vulnerabilidade social, são as mais privilegiadas nestes casos e naturalmente que o enfrentamento dos problemas apontados, carecem de estratégias especiais e o mais prático é fazer com que as próprias comunidades se tornem aptas e adquiram o potencial de solução de suas aflições.

Como disse, estamos na era ESG (e já falamos sobre o que significa esta sigla em outras postagens), e neste contexto, as propostas de desenvolvimento de territórios chegam com ações e propostas sustentáveis, estimulando as práticas de desenvolvimento, lançando mão do capital social e humano existente nos respectivos territórios.

A grande transformação acontece, quando a comunidade entende o seu papel, reconhece suas habilidades, identificam localmente parceiros, forças e ativos que juntos, promoverão efetivamente as melhorias da qualidade de vida nestes territórios.

Aí sim, o desenvolvimento territorial sustentável pode ser entendido, praticado e quiçá, perene.

Se pensarmos que o território é a base da existência humana, como sugeri acima, a sua organização espacial é também uma ação estratégica e potencializadora para o alcance de bons resultados, afinal os territórios uma vez identificados, precisam ter suas funções bem definidas por meio da apropriação e definição das diversas formas de uso que possam ser trabalhados por lá.

Resultados gerados à partir do desenvolvimento de territórios de maneira sustentável

As comunidades organizadas e com seus ativos fortalecidos, podem definir frentes poderosas de atuação, no contexto sustentável, passando pela erradicação da pobreza, buscando uma educação de qualidade, investindo em técnicas e práticas da agricultura sustentável, respeitando os princípios da diversidade presente em todos os meios sociais na atualidade, garantindo o acesso à bens como a água e o saneamento básico e assim, promovendo e garantindo o trabalho e consequentemente o crescimento econômico local.

Capacitação de comunidades: Oficina de papel marchê – Vila Canadá/ PA Foto: Ubiraney Silva)

Em muitos lugares e diante de realidades diversas, a sociedade se organiza também, visando o bem-estar e a qualidade de vida, mas pelo viés das ações e dos ativos da criatividade como principal motivador do desenvolvimento local.

Nestes casos, é comum percebermos um dinamismo nas lideranças locais, a coragem para o trato e uso da inovação, da ousadia tecnológica, das ações culturais, dos coletivos, das artes, enfim, criatividade para o fomento e geração de valor econômico e social.

Para tecer estes comentários sobre este tema, naturalmente que li bastante os inúmeros materiais didáticos, que guardo em minhas estantes e em minhas vivências com as experiências artísticas e profissionais, que já tive oportunidade de experimentar exatamente neste contexto do exercício de busca do desenvolvimento econômico, pelo viés do desenvolvimento territorial como um todo.

Qualquer um pode ser um agente transformador

O que fica é uma sensação de que o desenvolvimento territorial “é o resultado de uma ação coletiva intencional de caráter local, um modo de regulação territorial” e aí concluímos que tudo isso é uma ação associada a culturas, a planos e instituições locais, aos arranjos produtivos e às práticas sociais presentes.

O desenvolvimento territorial é também um processo progressivo de transformação e pode ser experimentado por qualquer um, até pelos que não fazem parte de nenhum programa social de empresa A ou B!

Marisqueiras em ação – Ilha de Deus, Recife/ PE (Foto: Ubiraney Silva)

Quer entender como contribuir com o desenvolvimento do território onde você está inserido?

Experimente manter hábitos comuns e bastante simples, como comprar e abastecer as suas necessidades básicas no comércio do seu bairro ou na sua cidade. Vai comemorar um aniversário ou qualquer outra motivação, contrate os serviços necessários perto de você, certamente encontrará fornecedores que garantirão qualidade e pontualidade.

Percebe como todos podemos contribuir? A grande sacada é focarmos na mobilização das comunidades. A transformação local só acontece pelas mãos das próprias comunidades, não tem erro.

São estas iniciativas, que quando vitoriosas geram visibilidade para comunidades mais inclusivas e exigentes para uma atuação mais eficiente, independente da situação social. Para pensarmos em sustentabilidade, temos que pensar em pontualidade, seriedade, eficiência, inclusão e principalmente o protagonismo do cidadão, é isso que promoverá a mudança para melhor nos territórios trabalhados.

E para não ficar fora do meu contexto habitual, posso tranquilamente afirmar, que as inúmeras ações culturais, o conhecimento prático dos mais singelos e a união das comunidades, promovem de fato resultados dos mais significativos.

Isso nos mostra que a promoção cultural permanece sendo um fator potencial para transformação social e econômica em várias frentes.

Sem contar, que a atividade turística só não tira proveito de toda esta movimentação, se não quiser, afinal, estamos falando da movimentação de uma enorme e variada rede de prestação de serviços, que contribuem sobremaneira para geração de valor agregado a personalidades, à localidades, à comunidades, que estão inseridos em um sem fim de territórios já desenvolvidos.

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Desenvolvimento de territórios: nomenclatura da moda ou resultado eficiente?

Desenvolvimento de territórios: nomenclatura da moda ou resultado eficiente? (Reunião social Itabirito/ MG (Foto: Ubiraney Silva))

A responsabilidade social das grandes empresas e da iniciativa privada em geral, vem sendo praticada de várias formas e, tradicionais ou inovadoras, partem sempre do princípio de acolher especialmente as comunidades mais carentes e que se localizam nas chamadas áreas de influência direta, nas regiões onde a atividade empresarial gera impactos de alguma forma ou com certa intensidade.

Como resposta em reconhecimento à necessidade de contribuírem com o crescimento social das regiões impactadas, as empresas utilizam ações e programas, que buscam o diálogo permanente e com esta aproximação, entender e buscar soluções para as principais dificuldades apontadas nos diagnósticos sociais, que normalmente são aplicados por ali.

De uns tempos para cá e com uma tendência à modernização das nomenclaturas, em tempos de ESG, onde a transparência vira uma necessidade em todos os processos, a terminologia mais utilizada na atualidade para batizar ações sociais em comunidades carentes ou não, passa a ser “Desenvolvimento de Territórios”.

O que é “território”?

Território, para os estudos da geografia, é um conceito a ser pensado e que possui algumas abordagens bastante interessantes. Comumente o termo território é definido como um espaço delimitado, com fronteiras definidas e que exista alguma relação de pertencimento, propriedade, que pode ser defendido como posse!

De fato e de maneira muito simples, o território, é o espaço de vida dos humanos e como nem todos os humanos têm a habilidade de tornarem os seus espaços de vida produtivos e rentáveis, muitas vezes, a resposta social vem por parte das empresas, que investem em ações diversas, que promovem o chamado desenvolvimento territorial, abrangendo boa parte das vezes, todas as faixas etárias ali percebidas.

Desenvolvimento de territórios

O desenvolvimento territorial já vem como uma estratégia de melhoria de vida para aqueles locais e com propostas eficientes para a solução dos seus problemas.

Capacitação coletivo de mulheres PA Dina Teixeira (Foto: Ubiraney Silva)

As chamadas regiões de vulnerabilidade social, são as mais privilegiadas nestes casos e naturalmente que o enfrentamento dos problemas apontados, carecem de estratégias especiais e o mais prático é fazer com que as próprias comunidades se tornem aptas e adquiram o potencial de solução de suas aflições.

Como disse, estamos na era ESG (e já falamos sobre o que significa esta sigla em outras postagens), e neste contexto, as propostas de desenvolvimento de territórios chegam com ações e propostas sustentáveis, estimulando as práticas de desenvolvimento, lançando mão do capital social e humano existente nos respectivos territórios.

A grande transformação acontece, quando a comunidade entende o seu papel, reconhece suas habilidades, identificam localmente parceiros, forças e ativos que juntos, promoverão efetivamente as melhorias da qualidade de vida nestes territórios.

Aí sim, o desenvolvimento territorial sustentável pode ser entendido, praticado e quiçá, perene.

Se pensarmos que o território é a base da existência humana, como sugeri acima, a sua organização espacial é também uma ação estratégica e potencializadora para o alcance de bons resultados, afinal os territórios uma vez identificados, precisam ter suas funções bem definidas por meio da apropriação e definição das diversas formas de uso que possam ser trabalhados por lá.

Resultados gerados à partir do desenvolvimento de territórios de maneira sustentável

As comunidades organizadas e com seus ativos fortalecidos, podem definir frentes poderosas de atuação, no contexto sustentável, passando pela erradicação da pobreza, buscando uma educação de qualidade, investindo em técnicas e práticas da agricultura sustentável, respeitando os princípios da diversidade presente em todos os meios sociais na atualidade, garantindo o acesso à bens como a água e o saneamento básico e assim, promovendo e garantindo o trabalho e consequentemente o crescimento econômico local.

Capacitação de comunidades: Oficina de papel marchê – Vila Canadá/ PA Foto: Ubiraney Silva)

Em muitos lugares e diante de realidades diversas, a sociedade se organiza também, visando o bem-estar e a qualidade de vida, mas pelo viés das ações e dos ativos da criatividade como principal motivador do desenvolvimento local.

Nestes casos, é comum percebermos um dinamismo nas lideranças locais, a coragem para o trato e uso da inovação, da ousadia tecnológica, das ações culturais, dos coletivos, das artes, enfim, criatividade para o fomento e geração de valor econômico e social.

Para tecer estes comentários sobre este tema, naturalmente que li bastante os inúmeros materiais didáticos, que guardo em minhas estantes e em minhas vivências com as experiências artísticas e profissionais, que já tive oportunidade de experimentar exatamente neste contexto do exercício de busca do desenvolvimento econômico, pelo viés do desenvolvimento territorial como um todo.

Qualquer um pode ser um agente transformador

O que fica é uma sensação de que o desenvolvimento territorial “é o resultado de uma ação coletiva intencional de caráter local, um modo de regulação territorial” e aí concluímos que tudo isso é uma ação associada a culturas, a planos e instituições locais, aos arranjos produtivos e às práticas sociais presentes.

O desenvolvimento territorial é também um processo progressivo de transformação e pode ser experimentado por qualquer um, até pelos que não fazem parte de nenhum programa social de empresa A ou B!

Marisqueiras em ação – Ilha de Deus, Recife/ PE (Foto: Ubiraney Silva)

Quer entender como contribuir com o desenvolvimento do território onde você está inserido?

Experimente manter hábitos comuns e bastante simples, como comprar e abastecer as suas necessidades básicas no comércio do seu bairro ou na sua cidade. Vai comemorar um aniversário ou qualquer outra motivação, contrate os serviços necessários perto de você, certamente encontrará fornecedores que garantirão qualidade e pontualidade.

Percebe como todos podemos contribuir? A grande sacada é focarmos na mobilização das comunidades. A transformação local só acontece pelas mãos das próprias comunidades, não tem erro.

São estas iniciativas, que quando vitoriosas geram visibilidade para comunidades mais inclusivas e exigentes para uma atuação mais eficiente, independente da situação social. Para pensarmos em sustentabilidade, temos que pensar em pontualidade, seriedade, eficiência, inclusão e principalmente o protagonismo do cidadão, é isso que promoverá a mudança para melhor nos territórios trabalhados.

E para não ficar fora do meu contexto habitual, posso tranquilamente afirmar, que as inúmeras ações culturais, o conhecimento prático dos mais singelos e a união das comunidades, promovem de fato resultados dos mais significativos.

Isso nos mostra que a promoção cultural permanece sendo um fator potencial para transformação social e econômica em várias frentes.

Sem contar, que a atividade turística só não tira proveito de toda esta movimentação, se não quiser, afinal, estamos falando da movimentação de uma enorme e variada rede de prestação de serviços, que contribuem sobremaneira para geração de valor agregado a personalidades, à localidades, à comunidades, que estão inseridos em um sem fim de territórios já desenvolvidos.

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Desenvolvimento de territórios: nomenclatura da moda ou resultado eficiente?

Desenvolvimento de territórios: nomenclatura da moda ou resultado eficiente? (Reunião social Itabirito/ MG (Foto: Ubiraney Silva))

A responsabilidade social das grandes empresas e da iniciativa privada em geral, vem sendo praticada de várias formas e, tradicionais ou inovadoras, partem sempre do princípio de acolher especialmente as comunidades mais carentes e que se localizam nas chamadas áreas de influência direta, nas regiões onde a atividade empresarial gera impactos de alguma forma ou com certa intensidade.

Como resposta em reconhecimento à necessidade de contribuírem com o crescimento social das regiões impactadas, as empresas utilizam ações e programas, que buscam o diálogo permanente e com esta aproximação, entender e buscar soluções para as principais dificuldades apontadas nos diagnósticos sociais, que normalmente são aplicados por ali.

De uns tempos para cá e com uma tendência à modernização das nomenclaturas, em tempos de ESG, onde a transparência vira uma necessidade em todos os processos, a terminologia mais utilizada na atualidade para batizar ações sociais em comunidades carentes ou não, passa a ser “Desenvolvimento de Territórios”.

O que é “território”?

Território, para os estudos da geografia, é um conceito a ser pensado e que possui algumas abordagens bastante interessantes. Comumente o termo território é definido como um espaço delimitado, com fronteiras definidas e que exista alguma relação de pertencimento, propriedade, que pode ser defendido como posse!

De fato e de maneira muito simples, o território, é o espaço de vida dos humanos e como nem todos os humanos têm a habilidade de tornarem os seus espaços de vida produtivos e rentáveis, muitas vezes, a resposta social vem por parte das empresas, que investem em ações diversas, que promovem o chamado desenvolvimento territorial, abrangendo boa parte das vezes, todas as faixas etárias ali percebidas.

Desenvolvimento de territórios

O desenvolvimento territorial já vem como uma estratégia de melhoria de vida para aqueles locais e com propostas eficientes para a solução dos seus problemas.

Capacitação coletivo de mulheres PA Dina Teixeira (Foto: Ubiraney Silva)

As chamadas regiões de vulnerabilidade social, são as mais privilegiadas nestes casos e naturalmente que o enfrentamento dos problemas apontados, carecem de estratégias especiais e o mais prático é fazer com que as próprias comunidades se tornem aptas e adquiram o potencial de solução de suas aflições.

Como disse, estamos na era ESG (e já falamos sobre o que significa esta sigla em outras postagens), e neste contexto, as propostas de desenvolvimento de territórios chegam com ações e propostas sustentáveis, estimulando as práticas de desenvolvimento, lançando mão do capital social e humano existente nos respectivos territórios.

A grande transformação acontece, quando a comunidade entende o seu papel, reconhece suas habilidades, identificam localmente parceiros, forças e ativos que juntos, promoverão efetivamente as melhorias da qualidade de vida nestes territórios.

Aí sim, o desenvolvimento territorial sustentável pode ser entendido, praticado e quiçá, perene.

Se pensarmos que o território é a base da existência humana, como sugeri acima, a sua organização espacial é também uma ação estratégica e potencializadora para o alcance de bons resultados, afinal os territórios uma vez identificados, precisam ter suas funções bem definidas por meio da apropriação e definição das diversas formas de uso que possam ser trabalhados por lá.

Resultados gerados à partir do desenvolvimento de territórios de maneira sustentável

As comunidades organizadas e com seus ativos fortalecidos, podem definir frentes poderosas de atuação, no contexto sustentável, passando pela erradicação da pobreza, buscando uma educação de qualidade, investindo em técnicas e práticas da agricultura sustentável, respeitando os princípios da diversidade presente em todos os meios sociais na atualidade, garantindo o acesso à bens como a água e o saneamento básico e assim, promovendo e garantindo o trabalho e consequentemente o crescimento econômico local.

Capacitação de comunidades: Oficina de papel marchê – Vila Canadá/ PA Foto: Ubiraney Silva)

Em muitos lugares e diante de realidades diversas, a sociedade se organiza também, visando o bem-estar e a qualidade de vida, mas pelo viés das ações e dos ativos da criatividade como principal motivador do desenvolvimento local.

Nestes casos, é comum percebermos um dinamismo nas lideranças locais, a coragem para o trato e uso da inovação, da ousadia tecnológica, das ações culturais, dos coletivos, das artes, enfim, criatividade para o fomento e geração de valor econômico e social.

Para tecer estes comentários sobre este tema, naturalmente que li bastante os inúmeros materiais didáticos, que guardo em minhas estantes e em minhas vivências com as experiências artísticas e profissionais, que já tive oportunidade de experimentar exatamente neste contexto do exercício de busca do desenvolvimento econômico, pelo viés do desenvolvimento territorial como um todo.

Qualquer um pode ser um agente transformador

O que fica é uma sensação de que o desenvolvimento territorial “é o resultado de uma ação coletiva intencional de caráter local, um modo de regulação territorial” e aí concluímos que tudo isso é uma ação associada a culturas, a planos e instituições locais, aos arranjos produtivos e às práticas sociais presentes.

O desenvolvimento territorial é também um processo progressivo de transformação e pode ser experimentado por qualquer um, até pelos que não fazem parte de nenhum programa social de empresa A ou B!

Marisqueiras em ação – Ilha de Deus, Recife/ PE (Foto: Ubiraney Silva)

Quer entender como contribuir com o desenvolvimento do território onde você está inserido?

Experimente manter hábitos comuns e bastante simples, como comprar e abastecer as suas necessidades básicas no comércio do seu bairro ou na sua cidade. Vai comemorar um aniversário ou qualquer outra motivação, contrate os serviços necessários perto de você, certamente encontrará fornecedores que garantirão qualidade e pontualidade.

Percebe como todos podemos contribuir? A grande sacada é focarmos na mobilização das comunidades. A transformação local só acontece pelas mãos das próprias comunidades, não tem erro.

São estas iniciativas, que quando vitoriosas geram visibilidade para comunidades mais inclusivas e exigentes para uma atuação mais eficiente, independente da situação social. Para pensarmos em sustentabilidade, temos que pensar em pontualidade, seriedade, eficiência, inclusão e principalmente o protagonismo do cidadão, é isso que promoverá a mudança para melhor nos territórios trabalhados.

E para não ficar fora do meu contexto habitual, posso tranquilamente afirmar, que as inúmeras ações culturais, o conhecimento prático dos mais singelos e a união das comunidades, promovem de fato resultados dos mais significativos.

Isso nos mostra que a promoção cultural permanece sendo um fator potencial para transformação social e econômica em várias frentes.

Sem contar, que a atividade turística só não tira proveito de toda esta movimentação, se não quiser, afinal, estamos falando da movimentação de uma enorme e variada rede de prestação de serviços, que contribuem sobremaneira para geração de valor agregado a personalidades, à localidades, à comunidades, que estão inseridos em um sem fim de territórios já desenvolvidos.

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