A Fundação Getulio Vargas informou que o Índice de Confiança da Construção (ICST) se manteve praticamente estável, variando 0,1 ponto em setembro, para 96,4 pontos. O índice atingiu o maior nível desde fevereiro de 2014 (96,7 pontos).
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV-IBRE, explicou como se deu o crescimento contínuo.
“Depois de quatro meses de crescimento contínuo, em setembro, a expectativa de melhora da demanda foi corrigida para baixo, sob efeito da elevação das taxas de juros do crédito imobiliário: o segmento de Edificações Residenciais foi o que acusou a maior queda do indicador de demanda prevista. Ainda assim, a confiança das empresas acomodou num patamar mais favorável desde 2014 por uma ligeira melhora da percepção sobre à situação corrente”, afirmou.
“O Indicador de Evolução Recente da atividade alcançou o melhor resultado desde dezembro de 2012. Ou seja, a retomada da atividade ganha força na percepção empresarial, mas diminui o otimismo com a continuidade desse ciclo”, detalhou.
O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção aumentou 1,9 ponto percentual (p.p.), para 75,0%. O NUCI de Mão de Obra e o Nuci de Máquinas e Equipamentos avançaram 1,9 e 1,2 ponto percentual, para 76,2% e 68,3% respectivamente.
O indicador que calcula a evolução as atividades das empresas de edificações residenciais atingiu o melhor resultado desde setembro de 2013, informou a FGV.