Com o preço elevados dos imóveis em algumas capitais do País e a alta do juro cobrado no crédito, ficou mais difícil para o brasileiro fechar o orçamento. Para acertar as contas, os tomadores de crédito resolveram alongar o pagamento do financiamento imobiliário. Entre janeiro de 2014 e o mesmo mês no ano passado, o prazo médio das concessões aumentou em 12 meses, passando para 327 meses ou 27 anos, segundo dados do Banco Central.
Parte da explicação está no próprio juro cobrado no financiamento. A taxa subiu de 8% em janeiro de 2013 para 9,6% em janeiro deste ano. O juro básico da economia (taxa Selic) avançou 2,75 pontos em 2013, encerrando o ano em 10% ao ano.
A tendência ainda é de mais altas do juro até o fim do ano. Nesta quarta-feria, 26, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 10,75% ao ano. Para dezembro, analistas ouvidos no Relatório Focus, esperam um juro de 11,25% ao ano.
Assim como não é indicado a pessoa comprometer uma parcela muito grande da renda no financiamento (mais de 30%), também não é recomendado que o prazo de pagamento seja tão elevado. O melhor em todos os casos, dizem especialistas, é utilizar o dinheiro do FGTS e de outras poupanças para dar uma entrada maior no bem e financiar uma quantia menor e por menos tempo.
Fonte: Estadão